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Juntas industriais: quando trocar e quando reapertar não resolve

Juntas industriais: quando trocar e quando reapertar não resolve

Por: Gil - 11 de Fevereiro de 2026

Vazamentos em linhas industriais costumam começar pequenos. Um reaperto aqui, outro ali, e o problema parece resolvido.

Mas, em muitos casos, insistir no reaperto não só deixa de resolver como acelera o desgaste da junta, do flange e até dos parafusos.

Saber quando reapertar e quando trocar a junta é uma decisão simples, mas que faz toda a diferença na confiabilidade da linha, na segurança da operação e no custo de manutenção.

Neste conteúdo, nós da Cemil explicamos como identificar o limite entre uma correção pontual e a necessidade real de substituição.

O papel da junta na estanqueidade da linha

A junta é o elemento responsável por vedar a união entre flanges.

Ela compensa pequenas imperfeições de superfície, distribui a carga do aperto e garante que o fluido não escape mesmo sob pressão e temperatura.

Quando a junta está correta para a aplicação, a vedação se mantém estável por muito tempo.

Quando não está, o vazamento aparece cedo ou tarde.

Veja também: Ranhurados em Sistemas de Incêndio: Por que escolher essa tecnologia?

Quando o reaperto ainda pode funcionar

Existem situações em que o reaperto é suficiente, principalmente logo após o comissionamento da linha.

Isso acontece porque, nos primeiros ciclos de operação, pode haver acomodação natural da junta e dos parafusos.

O reaperto pode funcionar quando:

  • O vazamento é leve e recente.

  • A junta é nova e compatível com o fluido.

  • Não houve ataque químico ou térmico.

  • O reaperto segue torque correto e sequência adequada.

Mesmo nesses casos, o reaperto deve ser feito com critério, respeitando os limites do material.

Quando reapertar não resolve mais

Há sinais claros de que a junta já cumpriu seu papel e precisa ser substituída.

Insistir no reaperto nesses casos costuma gerar mais problemas do que soluções.

A troca é necessária quando:

  • O vazamento é recorrente, mesmo após reaperto.

  • A junta perdeu elasticidade ou sofreu esmagamento excessivo.

  • Há ataque químico, ressecamento ou degradação visível.

  • A junta foi reaproveitada após desmontagem.

  • O flange começa a deformar ou marcar por excesso de carga.

Aqui, o reaperto apenas mascara o problema por pouco tempo.


O risco de insistir no reaperto

Continuar reapertando uma junta que já falhou pode gerar consequências sérias:

  • Danos permanentes ao flange.

  • Empenamento ou ovalização da face.

  • Ruptura de parafusos.

  • Vazamentos mais agressivos e paradas inesperadas.

O custo da troca da junta é pequeno quando comparado ao custo de uma intervenção maior na linha.

Escolher a junta certa evita esse dilema

Grande parte dos problemas começa na especificação.

Cada tipo de junta atende a condições diferentes de fluido, pressão e temperatura.

De forma geral:

  • Juntas CNAF atendem bem água, ar e aplicações menos severas.

  • Juntas em PTFE são indicadas para fluidos agressivos e químicos.

  • Juntas espiraladas são ideais para altas pressões e temperaturas.

Além do material, o tipo de flange, o acabamento da face e o torque aplicado fazem toda a diferença no resultado final.

Veja também: Sistemas de combate a incêndios: A importância de equipamentos certificados e confiáveis

Manutenção inteligente começa na escolha correta

Trocar a junta no momento certo não é desperdício, é prevenção.

Uma manutenção bem planejada reduz retrabalho, aumenta a vida útil da linha e garante segurança operacional.

Avaliar a condição da junta durante paradas programadas é uma prática simples que evita emergências no futuro.


Conte com a Cemil para especificar a junta correta

A Cemil Tubos e Conexões trabalha com um portfólio completo de juntas industriais, além de flanges, parafusos e acessórios compatíveis, sempre com suporte técnico especializado.

Nosso time apoia você do orçamento à especificação, ajudando a escolher a junta ideal para cada aplicação, evitando erros comuns e garantindo estanqueidade real.

Se a sua linha exige confiabilidade, fale com a Cemil.